segunda-feira, 15 de junho de 2015

Banda anima a festa do padroeiro Santo Antônio

Neste domingo, 14 de junho, a Banda Santa Cecília animou a festa em honra ao padroeiro Santo Antônio na cidade de Nova Pádua. 

A Banda tocou durante a procissão de entrada com a imagem de Santo Antônio conduzida pelos casais de namorados, o Pe. Mário Pasqual, os festeiros e os ministros da Eucaristia. Durante a consagração os músicos também entoaram um andante.

A Banda Santa Cecília, que participou do Projeto “Cent’Anni di Música” na Itália, teve a oportunidade de conhecer a Basílica de Santo Antônio na cidade de Pádova, onde esta enterrado o corpo do Santo. 

Foto: Maicon Pan
No salão paroquial de Nova Pádua, a banda animou o almoço festivo que reuniu certa de 1200 pessoas. No palco, a entidade que completou 102 anos de fundação em abril, tocou músicas italianas e gaúchas com a participação do comunicador Valdir Anzolin.
Durante a tarde, o Grupo Fervo de Gaita, de Nova Roma do Sul, animou a tarde festiva no salão paroquial de Nova Pádua. 

História de Santo Antônio 
No dia 13 junho, a Igreja Católica celebra o dia de Santo Antônio de Pádua, um dos santos mais populares, venerado não somente em Pádua, onde foi construída uma basílica que acolhe os restos mortais dele, mas no mundo inteiro. São estimadas pelos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, que lembram uma aparição milagrosa mencionada por algumas fontes literárias.

Santo Antônio nasceu em Lisboa, em uma família nobre, por volta de 1195, e foi batizado com o nome de Fernando. Começou a fazer parte dos cônegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiramente no mosteiro de São Vicente, em Lisboa, e depois no da Santa Cruz, em Coimbra, renomado centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que o fez frutificar nas atividades de ensino e na pregação.

Foto: Maicon Pan
Em Coimbra, aconteceu um fato que mudou sua vida: em 1220, foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos que haviam se dirigido a Marrocos, onde encontraram o martírio. Esse acontecimento fez nascer no jovem Fernando o desejo de imitá-los e de avançar no caminho da perfeição cristã: então, pediu para deixar os cônegos agostinianos e converter-se em frade menor. A petição foi acolhida e, tomando o nome de Antônio, também ele partiu para Marrocos. Mas a Providência divina dispôs outra coisa. 

Devido a uma doença, Santo Antônio se viu obrigado a voltar à Itália e, em 1221, encontrou São Francisco. Depois disso, viveu por algum tempo totalmente escondido em um convento perto de Forlì, no norte da Itália. Convidado, casualmente, a pregar por ocasião de uma ordenação sacerdotal, Antônio mostrou estar dotado de tal ciência e eloquência, que os superiores o destinaram à pregação. Começou, assim, na Itália e na França, uma atividade apostólica que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a retomarem sua participação e engajamento na vida eclesial. 

Nomeado como superior provincial dos Frades Menores da Itália Setentrional, Antônio continuou com o ministério da pregação, alternando-o com as tarefas de governo. Concluído o mandato de provincial, retirou-se para perto de Pádua, local em que já havia estado outras vezes. Depois de apenas um ano, morreu nas portas da cidade, no dia 13 de junho de 1231. Pádua, que o havia acolhido com afeto e veneração em vida, prestou-lhe sempre honra e devoção.

Foto: Maicon Pan
Nas suas pregações, Santo Antônio discorre sobre a oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar com o Senhor, criando uma alegria que envolve a alma em oração. Antônio nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas é experiência interior, que procura evitar as distrações provocadas pelas preocupações da alma. Para Santo Antônio, a oração se compõe de quatro atitudes indispensáveis que, no latim, definem-se como: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las assim: abrir com confiança o próprio coração a Deus, conversar afetuosamente com Ele, apresentar-lhe as próprias necessidades, louvá-lo e agradecer-lhe. 

Santo casamenteiro 
Assim é invocado pelas pessoas que desejam se casar e lembrado pelo nosso folclore. Não se sabe qual a origem dessa devoção. Talvez esteja ligada a algum milagre feito pelo santo em favor das mulheres, por exemplo, quando fez um recém-nascido falar para defender a mãe acusada injustamente de infidelidade pelo pai. 

Mas há outro episódio com explicação mais direta. Certa senhora, no desespero da miséria a que fora reduzida, decidiu valer-se da filha, prostituindo-a, para sair do atoleiro. Mas a jovem, bonita e decidida, não aceitou de forma alguma. Como a mãe não parava de insistir, a moça resolveu recorrer à ajuda de Santo Antônio. Rezava com grande confiança e muitas lágrimas diante da imagem quando, das mãos do Santo, caiu um bilhete que foi parar nas mãos da moça. Estava endereçado a um comerciante da cidade e dizia: "Senhor N..., queira obsequiar esta jovem que lhe entrega este bilhete com tantas moedas de prata quanto o peso do mesmo papel. Deus o guarde! Assinado: Antônio".


A jovem não duvidou e correu com o bilhete na mão à loja do comerciante. Este achou graça. Mas, vendo a atitude modesta e digna da moça, colocou o bilhete num dos pratos da balança e no outro deixou cair uma moedinha de prata. O bilhete pesava mais! Intrigado e sem entender o que se passava, o comerciante foi colocando mais uma moeda e outras mais, só conseguindo equilibrar os pratos da balança quando as moedas chegaram a somar 400 escudos. O episódio tornou-se logo conhecido e a moça começou a ser procurada por bons rapazes propondo-lhe casamento, o que não tardou a acontecer, e o casamento foi muito feliz. Daí por diante, as moças começaram a recorrer a Santo Antônio sempre que se tratava de casamento. 

Santo das coisas perdidas 
Esta tradição é antiquíssima, encontrando-se menção dela no famoso responsório "Si quaeris miracula", extraído do ofício rimado de Juliano de Espira. Popularmente, o "Siquaeris" é mencionado como uma oração para encontrar objetos perdidos. A crença pode estar ligada a episódios da vida de Santo Antônio como este: Quando ensinava teologia aos frades em Montpeilier, na França, um noviço fugiu da Ordem levando consigo o Saltério de Frei Antônio, com preciosas anotações pessoais que utilizava nas suas lições.

Antônio rezou pedindo a Deus para dar jeito de reaver o livro e foi atendido deste modo: enquanto o fugitivo ia passando por uma ponte, foi subitamente tomado pelo pavor, parecendo-lhe ver o demônio na sua frente que o intimava: "Ou você devolve o Saltério ao Frei Antônio ou vou jogá-lo da ponte para o rio!" Assustado e arrependido, o jovem voltou ao convento com o saltério e confessou ao santo a culpa.

Foto: Zita Bisinella
O "pão dos pobres" 
Essa prática consiste em doações para prover de pão os pobres, honrando assim o "protetor dos pobres" que é Santo Antônio. Uma tradição liga essa obra ao episódio de uma mãe cujo filho se afogou dentro de um tanque, mas recuperou a vida graças a Santo Antônio. A mulher prometera que, se o filho recuperasse a vida, daria uma porção de trigo igual ao peso do menino. Por isso, no começo, esta obra foi conhecida como a obra do "pondus pueri" (peso do menino).

Outra tradição relaciona a obra do pão dos pobres com uma senhora de Tbulon, chamada Luísa Bouffier. A porta do seu armazém tinha enguiçado de tal modo que não havia outro remédio senão arrombar a porta. Fez, então, uma promessa ao santo: se conseguisse abrir a porta sem arrombá-la, doaria aos pobres uma quantia de pães. E deu certo. Daí por diante, as petições ao santo foram se multiplicando em diferentes necessidades. Toda vez que alguém era atendido, oferecia certa quantia de dinheiro para o pão dos pobres. A pequena mercearia de Luísa Bouffier tornou-se uma espécie de oratório ou centro social. A benéfica obra do "pão dos pobres" teve extraordinário desenvolvimento, com diferentes modalidades, e hoje é conhecida em toda parte. 

Por: Maicon Pan

terça-feira, 2 de junho de 2015

Banda entrega Títulos de Sócios Beneméritos

Na noite de sexta-feira, dia 29 de maio, a Banda Santa Cecília realizou uma janta de confraternização com o objetivo de fazer uma apresentação sobre a viagem à Itália onde o grupo participou do Projeto “Cent’Anni di Música”. 

Foto: Érica Panizzon Baroni
Após o jantar, foram apresentados slides com fotos das apresentações realizadas na região do Vêneto e dos lugares visitados na Itália. Concluída essa apresentação o Presidente da Banda Gilmar Marin cumprimentou o Prefeito Municipal Itamar Bernardi, o reverendo Pe. Mário Pasqual, músicos da banda e familiares que se faziam presentes. “Quero reafirmar a todos a importância da viagem para a Banda Santa Cecília como entidade e para cada membro particularmente, onde conhecemos o país de onde vieram nossos antepassados”, finalizou Marin. 

O vice-presidente Nestor Pecatti agradeceu o Poder Público, na pessoa do Prefeito Municipal pelo auxílio financeiro para que a Banda realizasse esse projeto de se apresentar no exterior. Bernardi recebeu a placa das mãos do Presidente da Banda Gilmar Marin como forma de agradecimento e ter se apresentado no palco tocando junto com os músicos da Banda. “O Poder Executivo fez o mínimo perto do que a entidade merece. Agradeço a oportunidade de ter participado do Projeto “Cent’Anni di Música” junto com a Banda Santa Cecília”, resumiu Itamar.

Foto: Maicon Pan
Foto: Maicon Pan














O reverendo Pe. Mário Pasqual recebeu um quadro de lembrança das mãos do Maestro Lino Pecatti pela gratidão por ter acompanhado a Banda Santa Cecilia na viagem à Itália e pela importância que a Igreja tem para essa entidade.

Em reunião realizada uma semana após a chegada da Itàlia, a diretoria e os músicos se reuniram e decidiram conceder o Título de Sócio Benemérito ao Sr. Alvírio Tonet, Sra. Nair Panizzon Baroni e Sr. Maicon Pan. 

Foto: Alvírio Tonet
Foto: Maicon Pan





















De acordo com o Estatuto da Banda Santa Cecília, o Título de Sócio Benemérito é concedido a pessoas que prestam serviço ou desempenham favores e atividades em favor da entidade. Ainda segundo o Estatuto, os três novos sócios da Banda poderão participar de reuniões, das votações, aprovação de atas, bem como fazer parte da diretoria da entidade. 

Alvírio Tonet recebeu a placa das mãos músico Jucimar Salvador, responsável pelo setor financeiro da Banda. O jornalista Maicon Pan recebeu a placa de Sócio Benemérito das mãos do músico e Secretário da Banda Joel Panizzon. O Maestro Lino Pecatti e o vice-presidente Nestor Pecatti fizeram a entrega da placa à Sra. Nair Panizzon Baroni. 

Foto: Maicon Pan
Para o Presidente do COMVERS, Comitato Vêneto do Rio Grande do Sul, Alvírio Tonet, a Banda merece o reconhecimento prestado através dessa viagem. “É um orgulho fazer parte dessa família como Sócio Benemérito”, frisou Tonet, responsável pela organização e planejamento da viagem junto à Associação Bellunesi Nel Mondo e o Governo do Vêneto. 

O jovem Maicon Pan recordou das histórias contadas pelo avô Faustino que fez parte da Banda durante 65 anos. “Não tenho o dom de tocar nenhum instrumento musical faço a minha parte divulgando o trabalho e a história da Banda Santa Cecília que já mora no meu coração, finalizou Pan, que cuida do blog e da FanPage da Banda.

Foto: Érica Panizzon Baroni
Por fim, o Maestro Lino Pecatti e o vice-presidente Nestor Pecatti fizeram a entrega da placa a Sra. Nair Panizzon Baroni pela dedicação e comprometimento demonstrado em favor da entidade. “A Banda Santa Cecília é o maior patrimônio cultural de Nova Pádua e representa a cada um de nós, descendentes de imigrantes italianos, por manter os costumes e as tradições até os dias de hoje”, afirma Nair, dizendo que sempre fará o possível para ajudar a Banda, e se sente honrada com o título.

A partir do dia 29 de maio a Banda conta com mais três sócios beneméritos, dispostos a trabalhar pela entidade que emociona as pessoas por onde se apresenta, por sua trajetória, respeito pelas tradições e respeito à sua própria história e à história de sua gente

Por: Maicon Pan

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Banda anima festa de Santa Rita de Cássia, em Caxias do Sul

Ontem, dia 31 de maio, a Banda Santa Cecília de Nova Pádua animou a festa em honra a Santa Rita de Cássia, na Igreja de São Francisco de Assis, na comunidade Vitor Emanuel, em Caxias do Sul. 

Na parte da manhã, a Banda animou a missa festiva e participou da procissão com a imagem de Santa Rita de Cássia. Ao meio dia, os músicos tocaram algumas músicas para animar o almoço na comunidade de São Francisco de Assis que contou com a presença de um bom número de devotos.

Foto: Jucimar Salvador
História de Santa Rita de Cássia 
Rita nasceu no ano 1381 em Roccaporena, perto de Cássia, região da Umbria, Itália. Seus pais eram crentes e a situação econômica não era das melhores, mas decorosa e tranquila. 

Rita desejava ser monja ainda aos 13 anos, mas os pais, já idosos, a prometeram em casamento a Paulo Ferdinando Mancini, um homem conhecido pelo seu caráter brutal. Santa Rita não opôs resistência e se casou com o jovem oficial. 

Foto: Jucimar Salvador
Durante os 18 anos em que esteve casada, tudo fez para que a paz e a harmonia fossem mantidas. E à custa de muita oração conseguiu abrandar o temperamento do marido. Um dia, entretanto, Paulo Ferdinando foi assassinado e jogado à beira de uma estrada. Os dois filhos juraram vingar o pai. Impotente ante o ódio dos filhos, Rita pediu a Deus que os levasse antes que se manchassem de sangue. Seja lá por que desígnios de Deus, suas preces foram ouvidas e os filhos faleceram antes de completar um ano da morte do marido.

Abalada pela morte do marido e dos filhos, quis recolher-se ao convento das Agostinianas de Cássia, mas não foi aceita. Rezou fervorosamente aos santos de sua devoção: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino e conseguiu ingressar no convento.

Foto: Jucimar Salvador
Orando aos pés da cruz, Santa Rita de Cássia pediu a Jesus que pudesse sentir um pouco das dores que ele sentiu na sua crucificação. Então, um dos espinhos da coroa de Jesus cravou-se em sua cabeça e Santa Rita sentiu um pouco daquela dor terrível que Jesus passou. 

O espinho fez em Santa Rita uma grande ferida, de tal forma que ela tinha que ficar isolada de suas irmãs. Assim, ela fazia mais orações e jejuns para Deus. Santa Rita de Cássia ficou com a ferida por 15 anos. A chaga só foi curada quando Irmã Rita foi a Roma, no ano santo. Quando voltou ao mosteiro, porém, a ferida se abriu novamente.

No dia 22 de maio de 1457, o sino do convento começou a tocar sozinho. Santa Rita estava com 76 anos. Sua ferida cicatrizou-se e seu corpo começou a exalar um perfume de rosas. Uma freira chamada Catarina Mancini, que tinha um braço paralítico, ao abraçar Santa Rita de Cássia em seu leito de morte, ficou curada.

Foto: Jucimar Salvador
No lugar da ferida apareceu uma mancha vermelha que exalava um perfume celestial que encantou a todos. Logo apareceu uma multidão para vê-la. Então, tiveram que levar seu corpo para a igreja e lá está até hoje, exalando suave perfume, que a todos impressiona. 

Santa Rita de Cássia foi beatifica no ano 1627, em Roma, pelo Papa Urbano Vlll. Sua canonização foi no ano de 1900, no dia 24 de maio, pelo Papa Leão Xlll e sua festa foi é comemorada no dia 22 de maio de todo ano. 

Texto: Maicon Pan 
Fotos: Jucimar Salvador

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A música valoriza a cultura italiana

Depois das apresentações na Itália, a Banda se reunia com moradores para conversar e contar histórias da imigração. Na confraternização, os músicos, membros da comitiva e amigos italianos, faziam questão de valorizar a cultura italiana através da música e dos cantos. 

Na cidade de Trichiana, na Provícia de Belluno, num ambiente muito familiar, os presentes cantaram “La Bela Polenta”, incentivados pelo Maestro da Banda Santa Cecília Lino Pecatti e o Presidente do Coro Polifônico de Trichiana Paulo Gardenal. 


 Por: Maicon Pan

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A história da Imigração Italiana contada com fé e trabalho

Não é possível compreender a história da imigração italiana no Rio Grande do Sul sem considerar a religiosidade e a fé. Um dos pilares que impulsionou e sustentou a trajetória de homens e mulheres que saíram da Itália em busca de uma nova vida em terras estranhas foi a sua crença. 

Essa fé ainda permanece muito presente nos município da região onde primeiramente foram construídos os capitéis e depois as capelas. O contexto dessa espiritualidade é marcado por histórias de gratidão, superação e agradecimento. 


Nas apresentações na Itália, a Banda Santa Cecília na Itália entoou o canto “Lá Bella Domênica”, de autoria do Maestro Lino Pecatti, que conta o que acontecia no dia mais importante da semana, o domingo, onde toda a vida social gira em torno da religiosidade. A missa e as procissões permitem e oportuniza a convivência entre os amigos e o encontro nos finais da tarde. 

Para os imigrantes italianos, o trabalho foi essencial para superar os tempos difíceis e buscar a prosperidade. Os primeiros componentes da Banda eram todos colonizadores-agricultores que residiam em Nova Pádua, base que ainda é guardada hoje pela atual composição da Banda que é formada ainda por muitos agricultores e autodidatas que levam a cultura da música no coração. 

Por: Maicon Pan

terça-feira, 19 de maio de 2015

A despedida da Itália é dolorosa

Nas apresentações realizadas na Itália, a Banda Santa Cecília abria seus espetáculos com a canção “Il Sírio”, que representa a partida dos imigrantes italianos rumo ao Brasil. 


A despedida da Itália é dolorosa. O porto de Gênova é a principal porta de saída. Para trás fica uma parte da família e amigos. 

A viagem é longa e nem todos chegam ao destino. O mar foi a sepultura de muitos inocentes, sonhos e vidas – “Padri e madri bracciava i suoi figli che si spartivano tra le onde del mar”. 

Por: Maicon Pan

Banda anima festas no interior de Nova Pádua

Depois da viagem à Itália, a Banda Santa Cecília voltou a se apresentar no Município de Nova Pádua animando as festas comunitárias. 

No dia 10 de maio, dia das mães, a Banda participou da festa em honra a São Gotardo e Santa Terezinha, no Travessão Leonel. No último domingo, 17 de maio, os músicos marcaram presença na festa do Travessão Santo Isidoro, em honra aos padroeiros Santo Isidoro e Santo Expedito. 

Foto: Jucimar Salvador - Apresentação no Travessão Santo Isidoro
A banda participou da programação festiva nas duas comunidades de Nova Pádua. As pessoas que participam das festas apreciam a Banda Santa Cecília que toca músicas italianas, gaúchas sertanejas e religiosas. 

No final de abril e início de maio, a Banda esteve na Itália onde fez cinco apresentações na região do Vêneto, através do Projeto “Cent’Anni de Música”. 

Por: Maicon Pan

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O “talian” é a herança cultural da Banda

Passados 140 anos da Imigração, o grupo da Banda Santa Cecília conseguiu com o “talian” manter um diálogo surpreendendo os venetos-italianos, que de pronto compreenderam a importância de reconhecer a língua como sendo uma herança cultural que temos, tanto mais que no grupo da Banda há vários componentes jovens, inclusive falando o próprio dialeto. 

O projeto “Cent’Anni di Música” estimula e reforça a importância da continuidade e manutenção da língua veneta e da própria continuidade da história da Banda. 


Por: Maicon Pan 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Projeto “Cent’Anni di Música” ganha destaque em Rádio Italiana

Dentro do Projeto “Cent’Anni di Música”, no dia 02 de maio, a Banda Santa Cecília de Nova Pádua apresentou-se na cidade de Trichiana, Província de Belluno. 

Na ocasião esteve presente o amigo Antônio Luiz Piccoli que entrevistou o Maestro da Banda Lino Pecatti, Prefeito Municipal de Nova Pádua Itamar Bernardi, Pe. Mário Pasqual, Presidente co COMVERS Alvírio Tonet.

O jornalista Antônio Luiz Picolli, responsável pelo Projeto Conexão Itália falando de Música, também entrevistou o Vice-Presidente da Associação Polesani Nel Mondo Marco Di Lello, o jornalista Maicon Pan e o músico Nestor Pecatti.

Os vídeos com as entrevistas também podem ser encontrados na Fan Page da Conexão Itália no endereço https://www.facebook.com/conexaoitalia?fref=ts.

 

 






Por: Maicon Pan

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A eterna saudade dos amigos de viagem

Ao finalizar a viagem à Itália, me sinto na obrigação de fazer um agradecimento pela oportunidade de participar do Projeto “Cent’Anni di Música” com a Banda Santa Cecília. 

Foto: Sincero agradecimento à Banda Santa Cecília pelo convite
Hoje, uma semana depois do retorno, bateu saudades dos amigos de viagem, daqueles que se tornam confidentes da noite para o dia. Queria “apenas” que estes momentos parassem no tempo e pudesse viver um pouco mais essas amizades tão intensas. 

Sou uma pessoa sortuda, por desfrutar de muitas amizades, mas na viagem à Itália conquistei amigos por um dia, por uma semana e alguns que certamente serão para toda a vida. Sinto falta de todos, de cada membro da Banda Santa Cecília e demais integrantes que acompanharam a comitiva. 

Foto: Viagem à Itália ficará marcada na lembrança
 Foi incrível descobrir meus limites e talvez não tivesse vivido algumas histórias se estivesse viajando sozinho. As lágrimas por vezes foram inevitáveis e por conta disso, os momentos se tornaram especiais. 

Hoje tenho muitas saudades dos momentos, dos lugares e principalmente dos amigos. Que a semente da amizade semeada na Itália possa fortalecer ainda mais nossa amizade. Obrigado a todos pelo carinho. 

Por: Maicon Pan

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Somos parte de uma mesma história

A Banda Santa Cecília concluiu no domingo, 03 de maio, as cinco apresentações do Projeto “Cent’Anni Di Música”, na Itália. Segundo o idealizador do Projeto Alvírio Tonet, que acompanhou a comitiva, todas as apresentações da Banda foram carregadas de emoções: “Não era possível saber se a emoção maior era dos músicos ou do público que estava assistindo. Esta emoção se justificava, pois nenhum dos integrantes da Banda havia estado na Itália como músico. Era perceptível a comoção que os mesmos sentiam ao ver o público também se emocionando, por estarem representando todos os membros que já passaram pela Banda, em especial os fundadores”, frisou Tonet. 

Apresentação na cidade de Porto Viro, Província de Rovigo
O Presidente Gilmar Marin destaca que todos os momentos foram únicos. “Ver o público se emocionar, ressalta a importância da Banda Santa Cecília ter preservado essa identidade cultural ao longo dos 102 anos de história”, destacou Gilmar. Na opinião do Pe. Mário Pasqual, que acompanhou a comitiva, a viagem foi um prêmio pelo centenário da Banda Santa Cecília. O religioso falou da forma carinhosa como a entidade e os músicos foram recebidos. “As pessoas gravaram com celulares e câmeras os momentos mais marcantes dos concertos” destacou o pároco de Nova Pádua que também lembrou a importância da visita à Pádua, Assis e à Igreja de Nossa Senhora da Saúde, essa em Veneza. 

No mesmo pensamento, o Presidente da Banda Santa Cecília afirmou que a viagem foi uma recompensa pelo trabalho realizado, não só pelos atuais membros, mas todos aqueles que contribuíram com empenho e amor para que a entidade chegasse aonde chegou. “O centenário comemorado em 2013 poderia ser entendido como o ápice da história, mas a viagem à Itália foi ainda maior”, resumiu ele. 

  Banda tocou na cidade de Fontaniva, após renovação do Gemelaggio
Para Alvírio, o Projeto foi de grande magnitude e positivo, fazendo com que os integrantes da Banda se sentissem visivelmente renovados para continuar no caminho que já estão trilhando, ajudando a manter a identidade de povo através da música. De acordo com o Prefeito Municipal de Nova Pádua Itamar Bernardi, que integrou a comitiva representando o município, e inclusive participando dos espetáculos tocando trompete, o projeto atingiu os objetivos propostos. “Nas apresentações, além do nome de Nova Pádua, a Banda conseguiu mostrar a parte afetiva que ainda existe entre o Brasil e a Itália. A Banda mostrou o trabalho, a fé e alegria do povo brasileiro”, sentenciou Bernardi. 

Para Tonet, a Banda, como entidade, estabeleceu laços institucionais com entidades associativas locais e órgãos públicos, o que favorece, para o futuro, a possibilidade de serem executados novos projetos e intercâmbios. Segundo ele, mesmo passados 140 anos da Imigração, o grupo da Banda Santa Cecília conseguiu com o “talian” manter um diálogo surpreendendo os venetos-italianos, que de pronto compreenderam a importância de reconhecer a língua como sendo uma herança cultural que temos, tanto mais que no grupo da Banda há vários componentes jovens, inclusive falando o próprio dialeto. “Esse projeto estimula e reforça a importância da continuidade e manutenção da língua veneta e da própria continuidade da história da Banda”, ressaltou o Presidente do COMVERS - Alvírio Tonet.

Segunda apresentação da turnê foi realizada na cidade de Grantorto
O vice-presidente da Associação Polesani Nel Mondo Marco Di Lello destacou o calor da acolhida ao ir pela primeira vez em Nova Pádua, que este espírito acolhedor o fez se empenhar tanto neste projeto, pois se sente entre amigos, face às ligações afetivas que criou com Nova Pádua. “Essa foi a primeira vez que a Associação Polesani Nel Mondo recebeu e hospedou uma banda musical, ressaltou ele, que há um ano foi presenteado com um CD da Banda e gostou do trabalho da mesma, mas que ouvi-la pessoalmente é muito melhor”, lembrou Marco. 

Alvírio Tonet destaca que o Projeto “Cent’Anni di Música” propiciou o mais alto nível de interrelações, proporcionando um reencontro entre duas nações diferentes, mas com o mesmo coração. Marco Di Lello espera fazer novos projetos com a colaboração da Banda, dizendo que acredita no trabalho da mesma em manter vivos os sentimentos e a cultura dos fundadores da Banda e antepassados imigrantes italianos que se estabeleceram em Nova Pádua. Para o chefe do Poder Executivo, quando os projetos são interessantes e podem dar frutos, a prefeitura estará de portas abertas para colaborar. “Espero que tenha continuidade e que possamos viabilizar futuros projetos com novas trocas de experiências”, espera Bernardi. 

Em Trechiana, concerto foi marcado pela emoção de músicos e público
Para Marco Di Lello, o valor da Banda, embora não composta por profissionais, é muito maior em face a sua história. Ela é especial e diferente, e que saber dessa história e não escutar somente a música faz compreender que a Banda, nos seus concertos, nas suas notas, tem muito mais que música, tem sentimento, o que os torna especiais, tendo sido um prazer estar com o grupo nos doze dias em que antecederam e ocorreram as apresentações”, frisou ele 

Marco também sinalizou no sentido de que tentará levar pelo menos um filme da Mostra de Cinema Italiano para Nova Pádua, num projeto que está em curso, e que já foi apresentado em vários países, ocasião em que espera contar com a participação da Banda para fazer a abertura da apresentação em Nova Pádua. 

Abertura do Projeto "Cent'Anni di Música" aconteceu em Loreo
Segundo o consenso geral dos membros da banda, o Projeto “Cent’Anni de Música” proporcionou a todos os envolvidos, além de grandes emoções e reencontros que fortaleceram a Banda como instituição, uma reflexão de que todos nós somos parte de uma mesma história, italianos natos e descendentes de imigrantes. 

A comitiva de Nova Pádua foi formada pelo Prefeito Municipal Itamar Bernardi, Presidente do Comitato Vêneto do Rio Grande do Sul Alvírio Tonet, familiares de alguns músicos, o padre Mário Pasqual, o jornalista Maicon Pan e a colaboradora da entidade Nair Panizzon Baroni. 

Por: Maicon Pan

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Em Veneza, Banda visita Igreja de Nossa Senhora da Saúde

Depois das apresentações do Projeto “Cent’Anni di Música”, a Banda Santa Cecília aproveitou o último dia na Itália par visitar a cidade de Veneza, onde conheceu a Praça e Igreja de São Marcos, a Ponte dos Suspiros, Ponte do Rio Alto e a Igreja de Nossa Senhora da Saúde.

Foto: Integrantes da Banda na Praça São Marcos
O grupo se deslocou Rovigo a Veneza de trem. O trajeto da volta foi feito de barco pelos canais, até a Ferrovia, onde pegaram o trem. 

No retorno à Casa dos Polesani Nel Mondo, a comitiva saboreou os pratos típicos da região de Rovigo, preparados pelo renomado chefe de cozinha Eros Veronese, o qual estará no mês de outubro na Serra Gaúcha, em Garibaldi, ministrando um curso de culinária.

Foto: Vista dos Canis de Veneza, na Itália
O grupo iniciou a viagem de retorno com voo no Aeroporto de Veneza marcado para as 13:00 horas. A chegada em Nova Pádua está prevista para as 17:00 da quarta-feira, dia 06 de maio.

Por: Maicon Pan

domingo, 3 de maio de 2015

Banda conclui turnê de apresentações

Na última apresentação em Porto Viro, no dia 03 de maio, a Banda Santa Cecília fez a abertura das apresentações da Festa de “San Giusto”, organizada pela paróquia, sob a responsabilidade do padre Nicola Munari, e com a participação do Município de Porto Viro, Província de Rovigo. É uma festa voltada para os jovens com várias atividades realizadas durante a tarde, com danças de todos os ritmos, e várias outras manifestações culturais e esportivas.

Banda desfila na cidade de Porto Viro, Província de Rovigo
A banda fez a abertura das apresentações, com um desfile musical que teve início na igreja e terminou sob o palco externo, entre os jovens e familiares presentes. No palco, a banda tocou algumas músicas, tendo cativado o público presente que apreciou a apresentação, aplaudindo os músicos, demonstrando ter apreciado as músicas tocadas e cantadas. 

Assim, a banda encerrou a sua série de apresentações com um grande público, e com muito sucesso. O maestro e os membros da Banda demonstraram estarem satisfeitos com o próprio desempenho, bem como contentes por terem agradado ao público.

Gilmar Marin entrega placa ao Prefeito de Porto Viro Thomas Giacon
Na ocasião ainda prestaram uma homenagem ao Sr. Marco Di Lello, que tão bem acolheu o grupo da Banda, organizando as apresentações e prestando seu incansável auxílio a todos, e em todos os eventos, além de hospedar o grupo na casa de propriedade da Associação Polesana, entidade que representa. 

Segundo Marco Di Lello: “Todo o esforço e trabalho na organização do Projeto “Cent’Anni di Musica” foi recompensado quando presenciei os músicos da Banda e o público presente, emocionados”, referindo-se ao espetáculo apresentado em Trichiana. Também disse estar satisfeito com o fato do fechamento ter ocorrido em Porto Viro, e numa festa que congrega jovens de todas as associações esportivas e culturais do Município, com um grande público presente, principalmente jovens, que apreciaram a apresentação. Disse ainda que estava satisfeito que a Província de Rovigo tenha sido o cenário do início e do fechamento das apresentações da Banda na Itália.

Banda fez abertura das apresentações no palco central
Antes da apresentação, a Comitiva foi recebida pelo prefeito Thomas Giacon e vice-prefeito Mario Mantovan, Prefeito Itamar Bernardi, Vice-Presidente da Associação Polesani nel Mondo Marco Di Lello, Presidente do COMVERS (Comitato Vêneto do Estado do Rio Grande do Sul) Alvírio Tonet e o pároco da paróquia Santo Antônio Pe. Mário Pasqual.

Amanhã, dia 04 de maio, a banda terá seu último dia na Itália, e não havendo compromissos aproveitará para conhecer Veneza e preparar suas malas e instrumentos musicais para a retorno ao Brasil.

Por: Maicon Pan

Emoção e acolhimento marcaram a apresentação em Belluno

No penúltimo espetáculo, a Banda Santa Cecilia apresentou-se em Belluno, na cidade de Trichiana, com a presença de um numeroso e acolhedor público.
Desde a primeira música tocada pela Banda, o público demonstrou sua emoção e recordou da história das famílias que deixaram a Itália em busca de novas possibilidades de sobrevivência. A canção “Mérica Mérica” tocada pela Banda recebeu o coro da plateia. Ao final de cada canto, os calorosos aplausos do público foram sentidos pelos membros da banda que emocionados fizeram seu melhor espetáculo.

Foto: Acolhida calorosa com cenário preparado
A emoção e comoção foi visível de ambas as partes, plateia e banda, que verdadeiramente interagiram como em um reencontro entre pessoas que fizeram parte de uma mesma história. 

Bernardo Sonda, que presentou o público com suas histórias, manifestou sua emoção em representar o “tataranonno” Domenico Sonda, que foi um dos fundadores da Banda e que veio da Itália com três anos de idade, e seu bisavô Rugero Sonda, que tocou por mais de 50 anos na Banda. “Me sinto orgulhoso de eadiante essa história e de reencontrar minhas raízes”. Bernardo agradeceu o tio Lino por ter ensinado a estudar as partituras, tocar trompete e oportuniza-lo a apresentar-se em público”, destacou Bernardo, que também agradeceu a Banda pela oportunidade de estar na Itália mostrando o trabalho da entidade.

Foto: Teatro de Trichiana ficou lotado para ouvir a Banda
Para Rita Cristina Peccatti Daniel é indescritível a emoção de estar na Itália apresentando o trabalho de 102 anos da Banda, que culminou com as apresentações do Projeto “Cent’Anni di Musica”, na Itália. “Conseguimos mostrar que mantivemos o sentimento que nossos antepassados trouxeram da Itália. Fiquei emocionada por receber o afeto do público. Foi um encontro de gerações, marcado pela saudade dos antepassados de ambas as partes.

Foto: Maestro entrega CD ao Presidente do Coro Polifônico 
No final do concerto muitas foram as manifestações de agradecimento e de desejo de conhecer o Rio Grande do Sul, em especial Nova Pádua. As canções italianas entoadas pela Banda e o dialeto vêneto falado pelos integrantes da banda e público presente, convergiram para um reconhecimento de que, apesar da distância entre os dois países, ambos ainda estão unidos pelos laços da cultura veneta. 

A empatia foi tanta que após o espetáculo, a Banda e Coro Polifônico de Trichiana continuaram a entoar canções cantadas em comum entre os grupos.

Foto: Coro Polifônico de Trichiana homenageia Banda
Antes do espetáculo, a Banda conheceu a história e o local onde aconteceu, em 1963, o grande desastre que vitimou, estima-se, em torno de 2.500 pessoas na cidade de Longarone. A tragédia ocorreu porque houve a construção de uma barragem entre duas montanhas e quando a mesma encheu pela primeira vez aconteceu um grande deslizamento de terra da montanha para dentro da barragem, projetando toda a água em cima da cidade de Longarone, vitimando todos os moradores.

No retorno para Trichiana, onde a banda se apresentaria, foi feita uma visita institucional à sede da Associação Belunesi nel Mondo, que trabalha documentando e auxiliando os imigrantes beluneses espalhados pelo mundo. A Associação compila documentos escritos e imagens contando com o auxílio de todos os que tiverem em seus acervos pessoais informações sobre os imigrantes provenientes da província de Belluno.

Itamar Bernardi (E), Prefeita de Trichiana, Oscar De Bona e Marco Di Lello (D)
Se alguém tiver algum documento que quiser disponibilizar a digitalização poderá enviar para marco.crepaz@bellunesinelmondo.it , com a identificação de quem está enviando e do que se trata a imagem ou documento. Mais informações podem ser encontradas no endereço www.bellunoradici.net .

Estiveram presentes várias autoridades e entidades: Associação Bellunese nel Mondo, Presidente Oscar De Bona, Vice-Presidente dos Polesani nel Mondo Marco Di Lello, Prefeita de Trichiana Fiorenza Da Canal e o vice-prefeito, Coro Polifônico de Trichiana Presidente Paulo Gardenal, Família Ex-Imigranti Sinistra Piavi, Pro loco de Trichiana, Pároco da localidade Egidio Dal Magro, além das autoridades que acompanhavam a comitiva Prefeito Itamar Bernardi, Presidente do COMVERS – Comitato Vêneto do Estado do Rio Grande do Sul) Alvírio Tonet, pároco da paróquia Santo Antônio Pe. Mário Pasqual. Na cobertura do evento também esteve presente o senhor Antônio Luiz Piccoli da Rádio Viva Itália.

Itamar (E), Prefeito de Trichiana, Oscar De Bona e Alvírio Tonet (D)
Hoje, dia 03 de maio, a Banda realiza a sua última apresentação em solo italiano, na cidade de Porto Viro na Província de Rovigo. 

Por: Maicon Pan
Foto: Banda emocionou público presente no concerto de Trichiana

sábado, 2 de maio de 2015

Banda Santa Cecília se apresenta na cerimônia de renovação do gemelaggio com Fontaniva

Depois de Loreo e Grantorto, ontem, dia 1º de maio, a Banda Santa Cecília se apresentou na cidade de Fontaniva. A cidade italiana renovou o gemelaggio com o Município de Nova Pádua, assinado em 2011.

Foto: Conserto da Banda aconteceu no Teatro Palladio  
Na chegada, a comitiva foi recepcionada pelo prefeito de Fontaniva Sr. Lorenzo Piotto e o vice-prefeito Sr. Marcello Mezzasalma ainda na rua. Em frente à prefeitura foi realizada uma recepção com o discursos das autoridades e execução dos hinos nacionais de ambos os países. Após, foi apresentado o prédio e a estrutura do município de Fontaniva, onde há espaço para os paduenses requererem a busca de documentos inclusive para a cidadania, desde que se encontrem dentre os descendentes de Fontaniva. 

Foto: Reunião de renovação do Gemelaggio

Após o prefeito levou a comitiva para conecer a empresa Elite, que fabrica equipamentos e adereços para bicicletas. A administração da empresa está localizada numa antiga fornalha de produção de calcário, que foi inteiramente restaurada e que hoje comporta inclusive um museu. 

Na parte da tarde houve reunião entre o “Consílio” de Fontaniva e Grantorto, agora com a presença da vice-prefeita de Grantorto Luisana Malfatti, Prefeito de Nova Pádua Itamar Bernardi, prefeito e vice de Fontaniva e assessores (secretários) de ambas as prefeituras, tendo sido assinado oficialmente a renovação do Gemelaggio, agora com uma novidade, a presença e colaboração de Grantorto ao lado de Fontaniva. 

Foto: Essa foi a terceira apresentação da Banda na Itália
Na oportunidade foi levantada a ideia de fazer um intercâmbio entre jovens de Grantorto e Fontaniva com Nova Pádua. Em seu pronunciamento, as autoridades ressaltaram a importância do gemelaggio que gerou frutos, inclusive como o da apresentação da Banda que ocorreu em seguida no Teatro Palladio.

Hoje, dia 2 de maio, a apresentação será em Belluno, com o Coro de Trichiana. 

Por: Maicon Pan 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Banda faz apresentação em Grantorto

Na segunda apresentação, a Banda esteve em Grantorto, na Província de Padova. O grupo foi recebido pela vice-prefeita Luisana e pelos assessores do município, Antônio, Carlino e Mauro. Após os representantes do município convidaram a comitiva para conhecer o museu particular do senhor Mauro Marcon, que tem um acervo com mais de dez mil itens que representam o cotidiano dos agricultores e famílias que habitavam Grantorto no século passado. 

Foto: Banda se apresenta no Teatro da cantorto
A comitiva ficou francamente impressionada com o acervo que continha entre suas peças itens e utensílios vistos e usados por eles próprios, a exemplo do desgranador de milho (máquina de moer milho), a falsa (foicinha), máquina de plantar milho de três saídas, basnador de pevero (moinho para pimenta), molinel de lin (ferramenta utilizada na manufatura de tecidos de linho), escardensa (cristaleira), caixa de farinhas, el brondo (panela grande), el fogolar (a panela ficava suspensa sobre o fogo), a caliera e mescola (a panela e colher com que fazia a polenta), el panaro (local onde se colocava a polenta), enfim, uma cozinha inteira, e todos os itens utilizados no trabalho da lida do campo. 

Foto: Trabalho realizado por Marco Marcon
Na apresentação, que ocorreu no teatro em frente à prefeitura, a vice-prefeita Luisana manifestou-se dizendo que a Banda leva a frente a cultura veneta dos imigrante e descendentes ensinando o dialeto aos filhos. A seguir, a Banda tocou o hino da Itália, e a apresentação iniciou com o maestro Lino Pecatti falando sobre a história da entidade, valorizou a oportunidade de conhecer a Itália, mostrando a alegria que a música representou aos primeiros imigrantes que chegaram a Nova Pádua, e que permanece até hoje. 

Foto: Gilmar Marin entrega placa  à vice-prefeita de Grantorto
Durante a apresentação, o público demonstrou sua emoção, por vezes cantando junto com a Banda canções como Merica Merica, e também “siqueris”. Ao final do espetáculo foram aplaudidos e cumprimentados pessoalmente pelos presentes. Dentre as manifestações, uma pessoa disse que a Banda o emocionou porque o fez lembrar de toda a sua própria história familiar. As manifestações seguiram ainda no sentido de que compreenderam a existência de um saudosismo da Itália carregada pelos integrantes da banda descendentes de italianos, e o orgulho desta descendência. Foi uma reflexão de que todos nós somos parte de uma mesma história, italianos natos e descendentes de imigrantes. 

Foto: Músicos visitaram o Monte Grappa
Pela parte da manhã, o grupo conheceu um pouco mais do Vêneto e sua história visitando o Monte Grappa, cenário da primeira guerra e que tem em seu cume um sacrário onde estão enterrados os soldados mortos na Guerra, muitos, senão a maioria, eram da região em torno ao Monte Grappa, região esta de onde saíram os imigrantes que se estabeleceram na Serra Gaúcha. Descendo o Monte, conheceram outro ponto estratégico nas guerras, a Ponte de Bassano, hoje “Ponte Degli Alpini”, tantas vezes cantada pela Banda. 

Hoje, 1º de maio, a apresentação será em Fontaniva-Padova, cidade esta que tem Gemelaggio com Nova Pádua.

Por: Maico Pan