quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Banda Santa Cecília: tocando sem parar desde 1913

Publicação do Jornal Pioneiro, do dia 23 de abril. Blog Memória, do jornalista Rodrigo Lopes.

Mais antigo grupo musical em atividade ininterrupta do Rio Grande do Sul, a Banda Santa Cecília, de Nova Pádua, chega aos 102 anos novamente rompendo fronteiras. Nesta quinta (23), os integrantes rumam à Itália para uma série de cinco apresentações. Elas ocorrem a partir do dia 29 nas cidades de Loreo, Fontaniva, Grantorto, Trichiana e Porto Viro, localizadas nas províncias de Rovigo, Padova e Belluno.


Em 1913: um dos primeiros registros da Banda Santa Cecília na colônia
de Nova Pádua. Foto: Acervo Banda Santa Cecília, divulgação
O roteiro integra o projeto Cent’Anni di Musica (Cem Anos de Música) e busca fortalecer o gemellaggio entre as cidades irmãs de Nova Pádua e Fontaniva, na província de Padova. 

Na miniturnê, os músicos prometem um resgate da história da imigração, por meio de canções que relembram a partida, a viagem e a chegada dos pioneiros colonizadores à região, há exatos 140 anos.


Em 1927: a Banda Santa Cecília com o Padre Dom Julio Scardovelli 
(ao centro). Foto: acervo Banda Santa Cecília, divulgação
O começo 
Toda essa história teve início em 20 de abril de 1913, quando a Banda Santa Cecília foi oficialmente criada. Naqueles tempos, a música era uma das únicas expressões artísticas, sendo obrigatória em eventos culturais, sociais, religiosos e políticos. Logicamente, com todos os percalços e dificuldades da época. 

Seus integrantes costumavam chegar à casa dos colegas no lombo de um cavalo – saíam no sábado e costumavam fazer cerca de 30 quilômetros sobre os animais para se apresentar no domingo.


Músicos da Santa Cecília durante uma procissão religiosa em meados 
dos anos 1960. Foto: acervo Banda Santa Cecília, divulgação
Já os bumbos e clarinetes dividiam espaço com outro utensílio indispensável nos primórdios do século passado: o lampião a querosene, que iluminava as mesas recheadas de comida típica e de partituras – fundamentais para orientar os ensaios após os jantares. 

Colônia, distrito e cidade 
Em 1913, quando a Banda Santa Cecília foi criada, a pequena colônia de Nova Pádua pertencia ao 4 º distrito de Caxias do Sul – passando posteriormente a 2 º distrito de Flores da Cunha e emancipando-se em 1992. 

Trajetória 
* Nova Trento, atual Flores da Cunha, festejou a emancipação em 1924 ao som dos músicos paduenses. 
* No final dos anos 1980, a emissora italiana RAI gravou um documentário sobre Nova Pádua. O Vale do Rio das Antas era o cenário, e as melodias do grupo se tornaram a trilha sonora do programa. 
* A participação no filme O Quatrilho, lançado há exatos 20 anos, em 1995, se firmou como segundo momento de projeção internacional da banda. Músicos paduenses animavam uma festa de casamento em uma sequência da trama.


A Banda Santa Cecília durante a ordenação 
sacerdotal do padre Ireno Lusa, em Nova Pádua. 
Foto: acervo Banda Santa Cecília, divulgação
História furtada 
Matéria publicada pelo Pioneiro em 2003, por ocasião dos 90 anos da banda, destacou alguns episódios pitorescos dessa trajetória. Em 1969, Jorge Baggio, um dos dirigentes da entidade, buscava informações em Caxias para encaminhar o registro da Santa Cecília. 

De automóvel, visitou o município trazendo todos os documentos que guardavam a memória de quase 60 anos do grupo. “Mas, como naquela época não havia insegurança, ele deixou o carro aberto. Quando voltou, não encontrou a pasta. Tinha sido furtada”, lembrou Casemiro Gelain, 80 anos em 2003.


Em 1955: integrantes da Banda Santa Cecília com o padre Antônio Alessi 
defronte à Casa Canônica. Foto: acervo Banda Santa Cecília, divulgação
Atas, relatos escritos e diversos documentos fiscais foram levados. Somente um livro de 1917, em que os integrantes realizavam a contabilidade em italiano, sobreviveu à ação do assaltante. Apesar do furto, a presidência da Santa Cecília oficializou a entidade junto ao Cartório em novembro de 1972. 

O procedimento permitiu o recebimento de verbas governamentais, após a publicação no Diário Oficial do Estado. 

Música no funeral 
Quando sucedeu Dom Benedito Zorzi no bispado, em 1983, o atual bispo emérito Dom Paulo Moretto recebeu do antecessor poucas recomendações. Entre elas, um pedido relacionado à banda com nome da santa padroeira da música.


A banda em ação ao ar livre em meados dos anos 1940. 
Foto: acervo Banda Santa Cecília, divulgação
- Ele disse: “quando eu partir, não esqueça de convidar a Banda Santa Cecília para tocar no meu sepultamento”. E isso foi feito – recordou Moretto. 

Repertório 
Na turnê pela Itália, a partir do dia 29, a banda entoará as músicas tocadas nos tradicionais filós, enaltecendo o trabalho, os costumes e a religião dos pioneiros imigrantes. 

Postado por Rodrigo Lopes

terça-feira, 28 de julho de 2015

Quadro da Banda Santa Cecília de Nova Pádua é entregue ao Vice-Presidente da Associação Polesani Nel Mondo

Depois da acolhida e hospitalidade na Casa dos Polesani Nel Mondo, em Rovigo, Região do Vêneto, Itália, a Banda Santa Cecília enviou um quadro com a foto dos músicos da entidade, com o Prefeito Municipal de Nova Pádua Itamar Bernardi, o Presidente do COMVERS – Comitato Veneto do Rio Grande do Sul Alvírio Tonet e o vice-presidente da Associação Polesani Nel Mondo Marco Di Lello como forma de recordação da entidade.

Foto: Associação Polesani Nel Mondo
Como é de praxe, os grupos que se hospedam na Casa dos Polesani Nel Mondo recebem um espaço na parede para deixar sua foto como forma de celebrar os elos de amizade criados. 

Difícil explicar o carinho e atenção com que a Banda foi recebida durante a participação do Projeto “Cent’Anni di Música” na região do Vêneto, norte da Itália. A organização nas atividades realizadas pela entidade seja na visitação dos lugares, cidades ou nas apresentações.

Foto: Quadro foi entregue na Casa dos Polesani no mês de junho
A Banda agradece o trabalho Sra. Maria Letizia Dalla Benetta, e da Sra. Gabriela Melissa Dani, e especialmente ao Sr. Marco Di Lello, entre outras pessoas que se dedicaram para que os membros da Comitiva se sentissem em casa, como de fato aconteceu. 

O quadro foi entregue pelo Presidente do COMVERS e coordenador do Projeto “Cent’Anni di Música”, ao Vice-Presidente dos Polesani Nel Mondo no mês de junho/2015. 

Por: Maicon Pan

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Banda anima a festa de Nossa Senhora do Carmo

Ontem, dia 12 de julho, a Banda Santa Cecília esteve presente na comunidade do Travessão Rondelli em Flores da Cunha onde animou a festa em honra a Nossa Senhora do Carmo.

Banda Santa Cecília na festa em honra a Nossa Senhora do Carmo
Pela parte da manhã, foi celebrada a missa festiva. A mesma foi animada pelo Coral da Família Pecatti. Ao meio dia, a Banda animou o almoço festivo servido no salão daquela comunidade. 

Durante a tarde, a Banda Santa Cecília continuou animando a festa com seu repertório de músicas italianas e gaúchas. 

A igreja celebra Nossa Senhora do Carmo no dia 16 de julho. Em Nova Pádua, a comunidade do Travessão Bonito celebra a festa de sua padroeira no próximo domingo, dia 19 de julho.

Conheça a história de Nossa Senhora do Carmo:


Por: Maicon Pan

terça-feira, 7 de julho de 2015

Banda Santa Cecília e as recordações da Itália

Passados dois meses do retorno da Itália, onde a Banda Santa Cecília se apresentou através do Projeto “Cent’Anni di Música”, a saudade parece aumentar a cada dia que passa. 

Nas apresentações em Loreo-RV, Fontaniva-PD, Grantorto-PD, Belluno-BO e Porto Viro-RV, a Banda Santa Cecília fez um resgate da história da imigração com canções que relembraram a partida, trajetória e chegada dos imigrantes italianos. 

A comitiva encantou-se com a visita aos monumentos de Roma, ao Vaticano e a Basílica São Pedro. Em Assisi visitou o Santuário de São Francisco de Assis. Em Pádova, emoção ao conhecer a Basílica de Santo Antônio, padroeiro de Nova Pádua. Antes de voltar, os integrantes da comitiva fizeram um passeio por Veneza. 


Na região do Vêneto, norte da Itália, a Banda sentiu-se como se estivesse em casa. A comoção foi visível de ambas as partes, plateia e banda, que verdadeiramente interagiram como em um reencontro entre pessoas que fizeram parte de uma mesma história. 

Depois de uma das apresentações, o Presidente da Banda Gilmar Marin afirmou que a viagem foi uma recompensa pelo trabalho realizado, não só pelos atuais membros, mas todos aqueles que contribuíram com empenho e amor para que a entidade chegasse aonde chegou. 

A saudade é a certeza que a viagem valeu a pena. Nada é capaz de representar o que os músicos da Banda Santa Cecília e demais integrantes da comitiva vivenciaram na Itália. As fotos do vídeo acima mostram os lugares onde a comitiva esteve e tenta transmitir um pouco da experiência do reencontro com o país de onde vieram nossos antepassados e onde iniciou a nossa própria história. 

Por: Maicon Pan

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Banda anima a festa do padroeiro Santo Antônio

Neste domingo, 14 de junho, a Banda Santa Cecília animou a festa em honra ao padroeiro Santo Antônio na cidade de Nova Pádua. 

A Banda tocou durante a procissão de entrada com a imagem de Santo Antônio conduzida pelos casais de namorados, o Pe. Mário Pasqual, os festeiros e os ministros da Eucaristia. Durante a consagração os músicos também entoaram um andante.

A Banda Santa Cecília, que participou do Projeto “Cent’Anni di Música” na Itália, teve a oportunidade de conhecer a Basílica de Santo Antônio na cidade de Pádova, onde esta enterrado o corpo do Santo. 

Foto: Maicon Pan
No salão paroquial de Nova Pádua, a banda animou o almoço festivo que reuniu certa de 1200 pessoas. No palco, a entidade que completou 102 anos de fundação em abril, tocou músicas italianas e gaúchas com a participação do comunicador Valdir Anzolin.
Durante a tarde, o Grupo Fervo de Gaita, de Nova Roma do Sul, animou a tarde festiva no salão paroquial de Nova Pádua. 

História de Santo Antônio 
No dia 13 junho, a Igreja Católica celebra o dia de Santo Antônio de Pádua, um dos santos mais populares, venerado não somente em Pádua, onde foi construída uma basílica que acolhe os restos mortais dele, mas no mundo inteiro. São estimadas pelos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, que lembram uma aparição milagrosa mencionada por algumas fontes literárias.

Santo Antônio nasceu em Lisboa, em uma família nobre, por volta de 1195, e foi batizado com o nome de Fernando. Começou a fazer parte dos cônegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiramente no mosteiro de São Vicente, em Lisboa, e depois no da Santa Cruz, em Coimbra, renomado centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que o fez frutificar nas atividades de ensino e na pregação.

Foto: Maicon Pan
Em Coimbra, aconteceu um fato que mudou sua vida: em 1220, foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos que haviam se dirigido a Marrocos, onde encontraram o martírio. Esse acontecimento fez nascer no jovem Fernando o desejo de imitá-los e de avançar no caminho da perfeição cristã: então, pediu para deixar os cônegos agostinianos e converter-se em frade menor. A petição foi acolhida e, tomando o nome de Antônio, também ele partiu para Marrocos. Mas a Providência divina dispôs outra coisa. 

Devido a uma doença, Santo Antônio se viu obrigado a voltar à Itália e, em 1221, encontrou São Francisco. Depois disso, viveu por algum tempo totalmente escondido em um convento perto de Forlì, no norte da Itália. Convidado, casualmente, a pregar por ocasião de uma ordenação sacerdotal, Antônio mostrou estar dotado de tal ciência e eloquência, que os superiores o destinaram à pregação. Começou, assim, na Itália e na França, uma atividade apostólica que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a retomarem sua participação e engajamento na vida eclesial. 

Nomeado como superior provincial dos Frades Menores da Itália Setentrional, Antônio continuou com o ministério da pregação, alternando-o com as tarefas de governo. Concluído o mandato de provincial, retirou-se para perto de Pádua, local em que já havia estado outras vezes. Depois de apenas um ano, morreu nas portas da cidade, no dia 13 de junho de 1231. Pádua, que o havia acolhido com afeto e veneração em vida, prestou-lhe sempre honra e devoção.

Foto: Maicon Pan
Nas suas pregações, Santo Antônio discorre sobre a oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar com o Senhor, criando uma alegria que envolve a alma em oração. Antônio nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas é experiência interior, que procura evitar as distrações provocadas pelas preocupações da alma. Para Santo Antônio, a oração se compõe de quatro atitudes indispensáveis que, no latim, definem-se como: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las assim: abrir com confiança o próprio coração a Deus, conversar afetuosamente com Ele, apresentar-lhe as próprias necessidades, louvá-lo e agradecer-lhe. 

Santo casamenteiro 
Assim é invocado pelas pessoas que desejam se casar e lembrado pelo nosso folclore. Não se sabe qual a origem dessa devoção. Talvez esteja ligada a algum milagre feito pelo santo em favor das mulheres, por exemplo, quando fez um recém-nascido falar para defender a mãe acusada injustamente de infidelidade pelo pai. 

Mas há outro episódio com explicação mais direta. Certa senhora, no desespero da miséria a que fora reduzida, decidiu valer-se da filha, prostituindo-a, para sair do atoleiro. Mas a jovem, bonita e decidida, não aceitou de forma alguma. Como a mãe não parava de insistir, a moça resolveu recorrer à ajuda de Santo Antônio. Rezava com grande confiança e muitas lágrimas diante da imagem quando, das mãos do Santo, caiu um bilhete que foi parar nas mãos da moça. Estava endereçado a um comerciante da cidade e dizia: "Senhor N..., queira obsequiar esta jovem que lhe entrega este bilhete com tantas moedas de prata quanto o peso do mesmo papel. Deus o guarde! Assinado: Antônio".


A jovem não duvidou e correu com o bilhete na mão à loja do comerciante. Este achou graça. Mas, vendo a atitude modesta e digna da moça, colocou o bilhete num dos pratos da balança e no outro deixou cair uma moedinha de prata. O bilhete pesava mais! Intrigado e sem entender o que se passava, o comerciante foi colocando mais uma moeda e outras mais, só conseguindo equilibrar os pratos da balança quando as moedas chegaram a somar 400 escudos. O episódio tornou-se logo conhecido e a moça começou a ser procurada por bons rapazes propondo-lhe casamento, o que não tardou a acontecer, e o casamento foi muito feliz. Daí por diante, as moças começaram a recorrer a Santo Antônio sempre que se tratava de casamento. 

Santo das coisas perdidas 
Esta tradição é antiquíssima, encontrando-se menção dela no famoso responsório "Si quaeris miracula", extraído do ofício rimado de Juliano de Espira. Popularmente, o "Siquaeris" é mencionado como uma oração para encontrar objetos perdidos. A crença pode estar ligada a episódios da vida de Santo Antônio como este: Quando ensinava teologia aos frades em Montpeilier, na França, um noviço fugiu da Ordem levando consigo o Saltério de Frei Antônio, com preciosas anotações pessoais que utilizava nas suas lições.

Antônio rezou pedindo a Deus para dar jeito de reaver o livro e foi atendido deste modo: enquanto o fugitivo ia passando por uma ponte, foi subitamente tomado pelo pavor, parecendo-lhe ver o demônio na sua frente que o intimava: "Ou você devolve o Saltério ao Frei Antônio ou vou jogá-lo da ponte para o rio!" Assustado e arrependido, o jovem voltou ao convento com o saltério e confessou ao santo a culpa.

Foto: Zita Bisinella
O "pão dos pobres" 
Essa prática consiste em doações para prover de pão os pobres, honrando assim o "protetor dos pobres" que é Santo Antônio. Uma tradição liga essa obra ao episódio de uma mãe cujo filho se afogou dentro de um tanque, mas recuperou a vida graças a Santo Antônio. A mulher prometera que, se o filho recuperasse a vida, daria uma porção de trigo igual ao peso do menino. Por isso, no começo, esta obra foi conhecida como a obra do "pondus pueri" (peso do menino).

Outra tradição relaciona a obra do pão dos pobres com uma senhora de Tbulon, chamada Luísa Bouffier. A porta do seu armazém tinha enguiçado de tal modo que não havia outro remédio senão arrombar a porta. Fez, então, uma promessa ao santo: se conseguisse abrir a porta sem arrombá-la, doaria aos pobres uma quantia de pães. E deu certo. Daí por diante, as petições ao santo foram se multiplicando em diferentes necessidades. Toda vez que alguém era atendido, oferecia certa quantia de dinheiro para o pão dos pobres. A pequena mercearia de Luísa Bouffier tornou-se uma espécie de oratório ou centro social. A benéfica obra do "pão dos pobres" teve extraordinário desenvolvimento, com diferentes modalidades, e hoje é conhecida em toda parte. 

Por: Maicon Pan

terça-feira, 2 de junho de 2015

Banda entrega Títulos de Sócios Beneméritos

Na noite de sexta-feira, dia 29 de maio, a Banda Santa Cecília realizou uma janta de confraternização com o objetivo de fazer uma apresentação sobre a viagem à Itália onde o grupo participou do Projeto “Cent’Anni di Música”. 

Foto: Érica Panizzon Baroni
Após o jantar, foram apresentados slides com fotos das apresentações realizadas na região do Vêneto e dos lugares visitados na Itália. Concluída essa apresentação o Presidente da Banda Gilmar Marin cumprimentou o Prefeito Municipal Itamar Bernardi, o reverendo Pe. Mário Pasqual, músicos da banda e familiares que se faziam presentes. “Quero reafirmar a todos a importância da viagem para a Banda Santa Cecília como entidade e para cada membro particularmente, onde conhecemos o país de onde vieram nossos antepassados”, finalizou Marin. 

O vice-presidente Nestor Pecatti agradeceu o Poder Público, na pessoa do Prefeito Municipal pelo auxílio financeiro para que a Banda realizasse esse projeto de se apresentar no exterior. Bernardi recebeu a placa das mãos do Presidente da Banda Gilmar Marin como forma de agradecimento e ter se apresentado no palco tocando junto com os músicos da Banda. “O Poder Executivo fez o mínimo perto do que a entidade merece. Agradeço a oportunidade de ter participado do Projeto “Cent’Anni di Música” junto com a Banda Santa Cecília”, resumiu Itamar.

Foto: Maicon Pan
Foto: Maicon Pan














O reverendo Pe. Mário Pasqual recebeu um quadro de lembrança das mãos do Maestro Lino Pecatti pela gratidão por ter acompanhado a Banda Santa Cecilia na viagem à Itália e pela importância que a Igreja tem para essa entidade.

Em reunião realizada uma semana após a chegada da Itàlia, a diretoria e os músicos se reuniram e decidiram conceder o Título de Sócio Benemérito ao Sr. Alvírio Tonet, Sra. Nair Panizzon Baroni e Sr. Maicon Pan. 

Foto: Alvírio Tonet
Foto: Maicon Pan





















De acordo com o Estatuto da Banda Santa Cecília, o Título de Sócio Benemérito é concedido a pessoas que prestam serviço ou desempenham favores e atividades em favor da entidade. Ainda segundo o Estatuto, os três novos sócios da Banda poderão participar de reuniões, das votações, aprovação de atas, bem como fazer parte da diretoria da entidade. 

Alvírio Tonet recebeu a placa das mãos músico Jucimar Salvador, responsável pelo setor financeiro da Banda. O jornalista Maicon Pan recebeu a placa de Sócio Benemérito das mãos do músico e Secretário da Banda Joel Panizzon. O Maestro Lino Pecatti e o vice-presidente Nestor Pecatti fizeram a entrega da placa à Sra. Nair Panizzon Baroni. 

Foto: Maicon Pan
Para o Presidente do COMVERS, Comitato Vêneto do Rio Grande do Sul, Alvírio Tonet, a Banda merece o reconhecimento prestado através dessa viagem. “É um orgulho fazer parte dessa família como Sócio Benemérito”, frisou Tonet, responsável pela organização e planejamento da viagem junto à Associação Bellunesi Nel Mondo e o Governo do Vêneto. 

O jovem Maicon Pan recordou das histórias contadas pelo avô Faustino que fez parte da Banda durante 65 anos. “Não tenho o dom de tocar nenhum instrumento musical faço a minha parte divulgando o trabalho e a história da Banda Santa Cecília que já mora no meu coração, finalizou Pan, que cuida do blog e da FanPage da Banda.

Foto: Érica Panizzon Baroni
Por fim, o Maestro Lino Pecatti e o vice-presidente Nestor Pecatti fizeram a entrega da placa a Sra. Nair Panizzon Baroni pela dedicação e comprometimento demonstrado em favor da entidade. “A Banda Santa Cecília é o maior patrimônio cultural de Nova Pádua e representa a cada um de nós, descendentes de imigrantes italianos, por manter os costumes e as tradições até os dias de hoje”, afirma Nair, dizendo que sempre fará o possível para ajudar a Banda, e se sente honrada com o título.

A partir do dia 29 de maio a Banda conta com mais três sócios beneméritos, dispostos a trabalhar pela entidade que emociona as pessoas por onde se apresenta, por sua trajetória, respeito pelas tradições e respeito à sua própria história e à história de sua gente

Por: Maicon Pan

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Banda anima festa de Santa Rita de Cássia, em Caxias do Sul

Ontem, dia 31 de maio, a Banda Santa Cecília de Nova Pádua animou a festa em honra a Santa Rita de Cássia, na Igreja de São Francisco de Assis, na comunidade Vitor Emanuel, em Caxias do Sul. 

Na parte da manhã, a Banda animou a missa festiva e participou da procissão com a imagem de Santa Rita de Cássia. Ao meio dia, os músicos tocaram algumas músicas para animar o almoço na comunidade de São Francisco de Assis que contou com a presença de um bom número de devotos.

Foto: Jucimar Salvador
História de Santa Rita de Cássia 
Rita nasceu no ano 1381 em Roccaporena, perto de Cássia, região da Umbria, Itália. Seus pais eram crentes e a situação econômica não era das melhores, mas decorosa e tranquila. 

Rita desejava ser monja ainda aos 13 anos, mas os pais, já idosos, a prometeram em casamento a Paulo Ferdinando Mancini, um homem conhecido pelo seu caráter brutal. Santa Rita não opôs resistência e se casou com o jovem oficial. 

Foto: Jucimar Salvador
Durante os 18 anos em que esteve casada, tudo fez para que a paz e a harmonia fossem mantidas. E à custa de muita oração conseguiu abrandar o temperamento do marido. Um dia, entretanto, Paulo Ferdinando foi assassinado e jogado à beira de uma estrada. Os dois filhos juraram vingar o pai. Impotente ante o ódio dos filhos, Rita pediu a Deus que os levasse antes que se manchassem de sangue. Seja lá por que desígnios de Deus, suas preces foram ouvidas e os filhos faleceram antes de completar um ano da morte do marido.

Abalada pela morte do marido e dos filhos, quis recolher-se ao convento das Agostinianas de Cássia, mas não foi aceita. Rezou fervorosamente aos santos de sua devoção: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino e conseguiu ingressar no convento.

Foto: Jucimar Salvador
Orando aos pés da cruz, Santa Rita de Cássia pediu a Jesus que pudesse sentir um pouco das dores que ele sentiu na sua crucificação. Então, um dos espinhos da coroa de Jesus cravou-se em sua cabeça e Santa Rita sentiu um pouco daquela dor terrível que Jesus passou. 

O espinho fez em Santa Rita uma grande ferida, de tal forma que ela tinha que ficar isolada de suas irmãs. Assim, ela fazia mais orações e jejuns para Deus. Santa Rita de Cássia ficou com a ferida por 15 anos. A chaga só foi curada quando Irmã Rita foi a Roma, no ano santo. Quando voltou ao mosteiro, porém, a ferida se abriu novamente.

No dia 22 de maio de 1457, o sino do convento começou a tocar sozinho. Santa Rita estava com 76 anos. Sua ferida cicatrizou-se e seu corpo começou a exalar um perfume de rosas. Uma freira chamada Catarina Mancini, que tinha um braço paralítico, ao abraçar Santa Rita de Cássia em seu leito de morte, ficou curada.

Foto: Jucimar Salvador
No lugar da ferida apareceu uma mancha vermelha que exalava um perfume celestial que encantou a todos. Logo apareceu uma multidão para vê-la. Então, tiveram que levar seu corpo para a igreja e lá está até hoje, exalando suave perfume, que a todos impressiona. 

Santa Rita de Cássia foi beatifica no ano 1627, em Roma, pelo Papa Urbano Vlll. Sua canonização foi no ano de 1900, no dia 24 de maio, pelo Papa Leão Xlll e sua festa foi é comemorada no dia 22 de maio de todo ano. 

Texto: Maicon Pan 
Fotos: Jucimar Salvador